Ficha Técnica da Habitação (FTH) · Lisboa
Ficha Técnica da Habitação em Lisboa: o que é e quando faz falta
Já não é obrigatória na escritura, mas bancos e compradores continuam a pedi-la. Quem tem a FTH pronta evita semanas de espera no meio do negócio.
- Dove
- Lisboa ()
- Ente
- Câmara Municipal de Lisboa (serviços de urbanismo), no âmbito do RJUE e do PDM de Lisboa; matriz predial: Autoridade Tributária e Aduaneira (Portal das Finanças); certificação energética: ADENE/SCE; registo predial: Conservatória do Registo Predial
- Primo passo
- Reconstituição da informação técnica
A Ficha Técnica da Habitação é o documento que descreve as características técnicas e funcionais da habitação: autores do projeto, materiais e sistemas construtivos. Foi instituída pelo Decreto-Lei n.º 68/2004 para imóveis construídos ou remodelados depois de 30 de março de 2004 e é redigida pelo promotor. Desde 2024 (Decreto-Lei n.º 10/2024) deixou de ser obrigatória na escritura, mas continua a ser pedida por compradores e bancos nos processos com crédito à habitação. A segunda via pede-se na câmara municipal.
Quando é preciso
- Quando o banco do comprador a exige para aprovar o crédito
- Quando o comprador a pede como garantia documental do imóvel
- Em imóveis construídos ou remodelados depois de 30 de março de 2004
- Antes de vender, para não travar o negócio a meio
- Quando a FTH original se perdeu e é precisa segunda via
Quando não é preciso
Vale a pena dizê-lo: acontece muitas vezes pagar-se um processo que não era devido.
- Imóveis anteriores a 30 de março de 2004 sem remodelações abrangidas
- Na escritura em si: desde 2024 a sua apresentação deixou de ser obrigatória
- Quando o negócio não envolve crédito nem pedido do comprador
O que precisas de ter
- Licença de obras e projeto do edifício, se existirem
- Identificação dos autores do projeto e do construtor
- Elementos sobre materiais e sistemas construtivos
- Caderneta predial e dados do artigo matricial
O problema típico é a FTH que nunca existiu ou desapareceu. A segunda via pede-se na câmara municipal, mas só existe se o processo original estiver completo — convém verificar antes de prometer prazos.
Como trabalho
Verificação documental
Confirmação da existência da FTH no processo municipal, do que falta para a segunda via, e da exigibilidade no caso concreto.
Pedido de segunda via
Instrução e entrega do pedido na câmara municipal, com os elementos do processo de licenciamento.
Reconstituição da informação técnica
Quando a FTH não existe e a informação técnica faz falta ao banco ou ao comprador: levantamento e compilação dos dados técnicos do edifício.
Os prazos indicados são os meus tempos de trabalho. A emissão da segunda via depende dos serviços da câmara.
Um caso real
Dias antes da escritura, o banco pediu a Ficha Técnica da Habitação e ninguém a tinha. A verificação no processo municipal confirmou que existia; a segunda via foi pedida com urgência e o negócio fechou com uma semana de atraso em vez de meses.
Diz-me do que precisas
Respondo eu, pessoalmente. Se preferires o telefone, diz-me quando posso ligar-te.
Pedido a apresentar na: Câmara Municipal de Lisboa (serviços de urbanismo), no âmbito do RJUE e do PDM de Lisboa; matriz predial: Autoridade Tributária e Aduaneira (Portal das Finanças); certificação energética: ADENE/SCE; registo predial: Conservatória do Registo Predial. Em Portugal, os projetos de arquitetura só podem ser elaborados por arquitetos com inscrição válida na Ordem dos Arquitectos (Lei n.º 40/2015, artigo 10.º), e os projetos de especialidades de engenharia estão reservados a engenheiros inscritos na Ordem dos Engenheiros. Um arquiteto italiano pode exercer em Portugal em regime de livre prestação de serviços, ocasional e esporádica, sem inscrição na OA, apresentando a declaração prévia prevista no artigo 5.º da Lei n.º 9/2009; tendo qualificações de reconhecimento automático, pode usar o título de arquiteto e fica equiparado para todos os efeitos. Para o estabelecimento é preciso o reconhecimento das qualificações e a inscrição na Ordem dos Arquitectos como membro efetivo.